Futebol circense

A antiga Roma deixou como uma de suas principais características a política do Pão e Circo, parafraseada atualmente como um metódo, a fim de evitar revoltas populares contra o governo. Desde então, a história é pontuada por ideias similares e, no caso brasileiro, o futebol faz a vez do circo romano.
Essa mobilização popular é claramente observada em 1970. Utilizando-se do futebol como reflexo do Estado, o governo ditatorial acoplou o sucesso da Seleção Brasileira na Copa do Mundo do México à imagem nacional, transparecendo uma nalçao bem sucedida e ofuscando censuras, agressões e movimentos estudantis opositores.
Semelhante a esse cenário, o Brasil e sua Seleção de futebol enfrentam quadrienalmente seus eventos mais importantes juntos: as eleições presidenciáveis e a Copa do Mundo. Entretando, ainda que fundamental ao esporte, a Copa deveria ser ofuscada nos noticiários pelos antecedentes à decisão final eleitoral, uma vez que esta definirá o futuro do país. Porém, é o quadro oposto que vigora.
Em virtude de ambos os fatos, nota-se um aproveitamento político desse ideal circense atrelado ao futebol. A população, exaltada com o desempenho dos boleiros, fica passível quanto ao seu voto e torna-se displiscente em sua escolha.
Dessa forma, a clara relação entre o sucesso de nosso futebol e o desempenho nacional na economia, saúde e educação é consequência história, que tem como responsável a absorção do futebol sobre a concepção popular, isto é, tal esporte como ópio. Além disso, apesar de notado pelo povo, essa catarse é cada vez mais atuante em nossa sociedade, visto que nem os políticos agem de forma cínica perante a mesma.

Esse post está atrasado. Eu sei. Hahaha.

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Sobre a Gratidão

Uma das diferenças entre vida religiosa e vida secular é que na primeira se diz “obrigado” a todo momento: ao comer, dormir, acordar etc.
Por que o mundo secular é inclinado a não dizer “obrigado”? Essa pergunta pode ser respondida com um raciocínio óbvio: parece não haver mais ninguém a quem se deva agradecer. Mas, o que é mais importante, quando alguém demonstra gratidão por aspectos relativamente pequenos da vida, corre o risco de parecer sem ambição e dignidade. Nós nos orgulhamos de ter trabalhado o suficiente para ter tudo aquilo por que nossos ancestrais se curvavam. Necessitaríamos realmente dar uma pausa para um momento de gratidão à oleosidade escura de uma porção de azeitonas ou para a fragrante pele mosqueada de um limão? Não há objetivos maiores pelos quais poderíamos ansiar?
Em nossa recusa, estamos nos esforçando para fugir de um senso de vulnerabilidade. Não dizemos “obrigado” por um pôr do sol porque achamos que haverá muitos outros – e porque admitimos que deva haver coisas mais emocionantes para se desejar. Sentir-se grato é se permitir entender o quando se está à mercê dos eventos. É aceitar que pode haver um momento em que nossos planos extraordinários se desmoronam, nossos horizontes se estreitam e não temos nada mais grandioso para nos maravilhar do que a visão de uma flor ou de uma noite de céu claro. Dizer “obrigado” por um copo de vinho ou um pedaço de queijo é um tipo de preparação para a morte, para a modéstia que nossos dias finais exigirão.
Eis o motivo pelo qual, até na vida secular, devemos abrir espaço para alguns agradecimentos a ninguém em particular. Uma pessoa que selembra de ser grata é mais consciente do papel que desempenham dádivas e sorte em nossas vidas – e está mais preparada para enfrentar as tragédias que nos esperam pelo caminho.

Original do site The School of Life

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As rádios onlines e os dias chuvosos

Tem hora, em um pleno dia chuvoso, que nem o nosso media player nem o Stereomood conseguem suprir nossas necessidades auditivas. Há algo no dia nublado que pede um sonzinho e inicia-se a busca pela comunidade do Orkut Discografias por um sonzinho bom. Aí você percebe que não quer ouvir nada repetitivo. O mesmo artista acaba enjoando, não há um cd por completo que agrade, enfim, você quer variedade com qualidade.
Para isso, lá estão as rádios onlines. Elas mostram o artista que está cantando, o álbum… Se estão na propaganda, muda. Vai para outra. É tão fácil.

Eu recomendo:

Mitsubishi FM
OI FM

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Ficadica!

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Toy Story 3

Não sou daquelas pessoas que batem no peito e falam que tiveram uma infância bem vivida, com muita correria na rua, vários ralados no joelho, muito Polícia e Ladrão e qualquer coisa assim. Eu era daquelas crianças que faziam lição sem a professora pedir, que passava o dia na casa da avó e que foi ao cinema uma vez, pra assistir o primeiro filme do Pokémon – vale ressaltar que eu paguei com aqueles dez reais que a gente, às vezes, ganha(va) do tio. Sei lá se é uma espécie de compensação, mas hoje, um dos meus maiores hobbies, é ir ao cinema.
Com toda essa ausência de infância, nunca tinha visto Toy Story. Nem o 1 nem o 2. Mas vi o 3, no final de semana passado, com o namo. Acho que foi a coisa que mais me fez rir, nos últimos tempos. Vale a pena.

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Surto

Entrei no estágio do surto paralisado. Em outras palavras, estou naquela aflição pré-vestibular em que nada faço… Não estudo, não penso, fico calada, fingindo que estou tranquila. Soa mais fácil. Preciso de um time sem ter paranoias de que ‘quanto mais estudo, mais tenho que estudar’, afinal, não adianta, você sempre vai ter cem exercícios a fazer, por mais que já tenha feito mil.
Em época pré-férias, escolho as aulas em que vou… De preferência as de exatas, em que há clara dificuldade e impossibilidade de ser autodidata.
Gente, é horrível. Preciso passar no vestibular!

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Monomania semanal; songs for my (next) love

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As pernas que ainda não temos

Descobrimos nossas vontades próprias ainda em nossa infância, quando algo nos é negado pelos nossos pais. Aguardamos a maturidade como resultado da vivência diária para então termos capacidade e responsabilidade de arcarmos com nossas decisões. Em uma relação comparativa entre as crianças e o Brasil, será que nosso país está apto para decidir a legalização das drogas?
Protagonista de questões de segurança pública, o narcotráfico é responsável diariamente pela morte de inocentes. Argumento dos que defendem a legalização das drogas, a descriminalização exigiria um rígido controle governamental sobre os pontos de venda e, supostamente, eliminaria o mercado negro.
Contudo, é necessário ressaltar que a legalização, apesar de representar maior organização, significaria também a cobrança de impostos sobre um vício descontrolado. A Organização Mundial de Saúde (OMS) aprovou, em 1991, a utilização da Cannabis Sativa para fins medicinais, evidenciando que, do ponto de vista médico, o uso de drogas deve ser controlado por especialistas da área.
Esse controle, entretanto, não deve ser arbitrário. Ao longo do ano de 2010, duas “marchas da maconha” – passeatas à favor da liberalização da erva – foram proibidas sob determinação do judiciário de São Paulo, que alegava apologia à droga no conteúdo reinvindicado. A proibição de qualquer posicionamento em uma discussão representa um passo para trás na conscientização. Permitir a expressão de diversos pontos de vista não significa ser condescendente com todas as opiniões, mas demonstra incentivo aos debates, responsáveis por questionar o público que os assiste.
Dessa forma, a maturidade imprescindível ao Brasil para se concluir a questão da liberalização das drogas será fruto de longas discussões que sucitem aspectos psicológicos, sócio-econômicos, médicos e outros. Não podemos aceitar mordaças. Estas representam um controle falso da situação. Enquanto a educação proveniente da troca de ideias não abrange todo o país, continuaremos inaptos para discutir a problemática das drogas, que dirá convivermos com a liberalização das mesmas.

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Monomania Semanal #5; Songs for my (next) love

YOU REALLY GOT A HOLD ON ME!!!

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Gatuno de ônibus

Quem anda sempre de ônibus já se acostumou com pessoas bondosas e generosas que se oferecem para carregar bolsas e mochilas de quem está em pé. É um convite irresistível, principalmente quando o ônibus está lotado e a mochila está pesada.
Pego ônibus rotineiramente há pouco mais de três anos e nunca tive problemas com isso. No começo era bem preocupada, não tirava os olhos de cima da pessoa que estava segurando a bolsa. O tempo foi passando, nada nunca aconteceu e eu acabei ficando mais distraída. Foi o suficiente pro roubo acontecer.
O cara era até bem afeiçoado, estava com um celular daqueles com tv e era aficcionado pela limpeza da telinha da mesma. Filhodaputa, pegou minha carteira. Só fui me dar conta muito tempo depois de ter saído do ônibus. Nada mais podia ser feito. Que raiva!
Não desgrudem os olhos da pessoa que for gentil. Ela pode ser um gatuno safado.

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