A antiga Roma deixou como uma de suas principais características a política do Pão e Circo, parafraseada atualmente como um metódo, a fim de evitar revoltas populares contra o governo. Desde então, a história é pontuada por ideias similares e, no caso brasileiro, o futebol faz a vez do circo romano.
Essa mobilização popular é claramente observada em 1970. Utilizando-se do futebol como reflexo do Estado, o governo ditatorial acoplou o sucesso da Seleção Brasileira na Copa do Mundo do México à imagem nacional, transparecendo uma nalçao bem sucedida e ofuscando censuras, agressões e movimentos estudantis opositores.
Semelhante a esse cenário, o Brasil e sua Seleção de futebol enfrentam quadrienalmente seus eventos mais importantes juntos: as eleições presidenciáveis e a Copa do Mundo. Entretando, ainda que fundamental ao esporte, a Copa deveria ser ofuscada nos noticiários pelos antecedentes à decisão final eleitoral, uma vez que esta definirá o futuro do país. Porém, é o quadro oposto que vigora.
Em virtude de ambos os fatos, nota-se um aproveitamento político desse ideal circense atrelado ao futebol. A população, exaltada com o desempenho dos boleiros, fica passível quanto ao seu voto e torna-se displiscente em sua escolha.
Dessa forma, a clara relação entre o sucesso de nosso futebol e o desempenho nacional na economia, saúde e educação é consequência história, que tem como responsável a absorção do futebol sobre a concepção popular, isto é, tal esporte como ópio. Além disso, apesar de notado pelo povo, essa catarse é cada vez mais atuante em nossa sociedade, visto que nem os políticos agem de forma cínica perante a mesma.
Esse post está atrasado. Eu sei. Hahaha.
Lusinha disse,
18/09/2010 @ 21:16
Vixi, se nossa política espelhar o que apresentamos de futebol na Copa estamos ferrados… Quer dizer, já estamos, né?
Bjitos!