Arquivo para amicitate

A volta de quem não foi

Quando digo que não fui é a mais pura verdade. Chegava até esta página, encarava o espaço em branco e fazia meia volta bem larga, como as curvas que andei fazendo esses dias na praia ao andar de bicicleta, tudo para evitar a queda iminente em uma curva muito fechada.
A verdade é que era muita coisa pra encarar e eu preferi deixar pra depois, mas acho que já está na hora né. Mesmo porque, o (mundo do) blog faz falta.
Ano passado combinei com a minha mãe de que só iria prestar USP pois, como não estava atrasada, poderia muito bem fazer mais um ano de cursinho caso não passasse e, assim sendo, valeria a pena tentar novamente uma faculdade pública. A questão é que fui me convencendo com a possibilidade de realmente passar na Fuvest… e acabei dando com a cara na parede. Foram seis pontos fdps que me fizeram chorar igual a um bebê. E olha que isso não é exagero. Chorei mesmo, arreguei, pedi pinico. Enfim, não deu. E lá vou eu novamente pro Objetivo pra mais uma batalha, afinal, vamos e convenhamos, a Fuvest é uma batalha psicológica e física.
Devido a isso, estou de férias até o carnaval… Então é só folia e alegria.

De lá pra cá, eu me formei:

Ganhei uma festa surpresa de aniversário do namo:

Cortei o cabelo:

E fui pra praia:

Cheguei ontem e estou descascando até o talo. Mando notícias em breve.

Comentários (3) »

Um paraíso perdido no meio do mar

Não adianta pedir desculpas sobre a ausência. É inútil lutar contra o relógio, já que sou escrava do mesmo. Esse senhorzinho me tira o sono, acaba com o meu corpo e me transforma em pó. Estou, realmente, cansada. O feriado da semana passada de nada me rendeu, sobre o aspecto do descanso. O caso está tão complicado que é como se meu corpo precisasse de hibernação, até mesmo em pleno sol que banha a capital paulista.
Falando em sol… Ah, Florianópolis…

Viagem Formatura Floripa 190

EFEITOViagem Formatura Floripa 344

Viagem Formatura Floripa 231

Viagem Formatura Floripa 444

Viagem Formatura Floripa 571

Queria postar (quase) todas as fotos pra vocês – afinal, foram tiradas, somente com a minha câmera, 860 fotos – só para dar o gostinho do quão incrível é aquela ilha. É uma beleza estonteante deixada por Deus. Pra quem puder – e até pra quem não puder – vá para lá. Muito sol fazendo as muitas praias maravilhosas (Joaquina [foto 5], Mole, Canasvieiras, Brava, Matadeiros [foto 1 e 3], Ilha de Anhatomirim [fotos 2 e 4]) brilharem.
A estadia foi na praia do Campeche, local que nem cheguei a conhecer. Apesar da ilha ser pequena é impossível visitar as principais praias em Viagem Formatura Floripa 466apenas uma semana. É a minha desculpa para voltar.
Acima citei sobre a Ilha de Anatomirim (pequena ilha do Diabo, em latim). Não fica propriamente em Florianópolis, mas sim em Governador Celso Ramos. O passeio até a ilha é feito por uma escuna (foto ao lado), melhor programa feito na viagem. Lembrando de tudo para tentar contar o melhor me deixa boquiaberta sempre. Dei-me conta de que as belezas naturais são de embasbacar qualquer ser humano. A gente se sente ínfimo diante de tanta perfeição.
O espírito se recompõe de tal forma diante de tudo isso que as desavenças, o mau-humor, o estresse e tudo o mais proveniente de convívios desgastados e da correria cotidiana, são deixados para trás. Foi quando nos deparamos que aquilo era uma viagem de formatura e que, formar-se significa sim um adeus. O chororô atingiu o ápice na última noite, assim como as palavras trocadas, os sentimentos vividos naquele instante a respeito da importância de todas aquelas pessoas. De qualquer forma, é bastante interessante observar como a rotina desgasta tudo. Se, por um lado, essas amizades foram construídas embasadas no dia-a-dia, por outro foram, muitas vezes, conturbadas pela mesma razão e, sendo assim, acaba sendo engraçado ver a discrepância entre as palavras trocadas em um dia e a forma de agir no dia seguinte, quando já não estamos mais em um paraíso perdido no meio do mar.
Fica a dica: viagem para Florianópolis. Viagem mesmo. É de deixar qualquer um boquiaberto!

Comentários (4) »

Assim eu ganho qualquer corrida

Ah, as amigas… A dança, o suor. A latinha gelada, a nuca pegando fogo. A falta de uma quina na parede, o excesso de um riso estrondoso, uns tapas nas costas e um beijo na boca. Só com muita hidratação no dia seguinte para um restauro físico completo e abaixar a cabeça igual Usain Bolt em sua largada pra, não muito diferente dele, voar a mil por hora.
Amanhã é dada a largada do segundo round do ano e decidi que vou começar do zero. Carregar as sensações da festa para eventuais reabastecimentos e lembrar de tudo aquilo que me faz feliz para enfrentar o necessário.

Comentários (5) »

Bee [zzz]

blogabelha

Passar o final de semana como abelha, não tem preço. Apenas os pés e os joelhos doendo.
Quando seus amigos começam a fazer dezoito anos é porque você está começando a sair da adolescência.

Comentários (2) »

Carnaval, parte I

galereemcasa

Sem a família, com as mulheres. Parte I do Carnaval de 2009.

Nada melhor do que amigos, fato absoluto.

Ouvindo: rádio OI, 94.1 FM

Deixe um comentário »

É o que tem para hoje

A vida é feita da arte do encontro. Acredito sim, nisso. Creio que as circunstâncias, as possibilidades e os acasos mudam toda uma trajetória, todo um plano que cruzamos para o nosso futuro. Não há como prever certas coisas, portanto, da mesma forma que o encontro pode causar uma reviravolta, o desencontro não foge à tal regra.
Ultimamente, em alguns momentos, fico questionando, sem ter a intenção de fazê-lo, o por quê de nos perdemos uns dos outros mesmo quando continuamos ali, juntos. Não se trata de um relacionamento amoroso. A vida não é feita somente desse tipo de (des)encontro, aliás, muito pelo contrário, o nosso maior número de relação não envolve o amor em tal sentido. Só para esclarecer que não trato de romance.
Em muitos pontos da vida – principalmente na adolescência – a gente não se acha durante dias e acaba perdendo algumas pessoas. Certas questões deixam de ser feitas, certas palavras e atos acabam magoando e a gente se perde um do outro, às vezes somente durante um tempo, às vezes para sempre. Digo principalmente na adolescência devido à constante mudança psicológica que sofremos nessa fase, quando estamos absorvendo as informações e montando nossas opiniões.
Sinto saudade de muitas pessoas que deixei pelo caminho, ou porque elas pararam ou porque seguiram um outro diferente do meu. Sinto saudade de mim também, de quando tinha vontade para tudo. Tem hora que a gente acha que não vale a pena. Tem hora que a gente acha que não vale a pena para a outra pessoa, e acaba deixando de lado por isso. Tem hora que a gente deixa de lado por receio, pela parte de ambos.
Não digo tudo isso para alguém ou para alguma situação, digo por mim e pelo o que observo. Digo porque ando com aquela feição de ‘paciência, não é para mim’.

Comentário (1) »

Engolindo sapos

Eu sei que consigo esclarecer (quase) todos os pensamentos que estão a mil na minha cabeça; sei que posso me ajudar, é necessário apenas escrever, colocar essas idéias no papel e visualizar o que está embaralhado dentro de mim. O que me impede é o receio de enxergar o que me incomoda, o que me aflige. Descrevendo dessa forma soa bastante dramático, como se fosse uma dor, um sofrimento e isso não existe. Tudo é baseado em mágoas causadas, muitas vezes, por pessoas que não deveriam afetar-me de tal forma. É a mania de esperar muito dos outros, de me importar, que eu não largo mão… E não pretendo largar. A saudade do que não tive, mas do que conheci; a vontade de ficar ali, abraçada, sem mais nada, sem o risco de um pensamento qualquer além do que o que realmente existe; a raiva que não larga de mim. Para tudo isso, para deixar para trás, basta tornar-me mais forte. Li uma vez, n’O Vendedor de Sonhos do Augusto Cury, que as palavras só podem te afetar se você permitir, o que, de fato, é verdade. Sou eu que seleciono o que me machuca ou o que entra por um ouvido e sai por outro, logo, sou eu que escolho se isso é válido ou não. O problema é que, mesmo sabendo que não o é, eu fico assim, com raiva, triste, magoada e com vontade de falar poucas e boas – o que nem sempre é uma boa solução.

Comentário (1) »

Quando a saudade vai embora…

… mas o gostinho de ‘te quero mais’ persiste. Serão todos os dias da semana durante quase todo o ano pra te ter do meu lado. Eu tô tão feliz que você voltou pro meu lado!

Comentários (2) »

Cambiando

Mais um ano escolar começou. O mesmo uniforme, quase os mesmos livros e muitas idéias diferentes desde que iniciei o ensino médio. Amigos incríveis, saudades que não foram afogadas, que permanecem aqui, visíveis, boiando. Um dia exato, nada humano ou biológico, se é que me entendem. O que deveria ser esperado como um dia tranquilo, por ser o primeiro, teve matéria nova e lição. Química, física, álgebra… De volta à ativa, meu bem.
Quase mais um ano qualquer, com o detalhe de ser o último. O último de um ciclo extenso que perdurou por toda a minha vida. A gente chega lá na frente da encruzilhada e fica ‘okay, como faz a partir de agora?’. Um suspiro como resposta, e o modo de espera para ver o que acontece.

Ouvindo: Julieta Venegas – Algo Esta Cambiando (e está mesmo – totalmente inusitado)

Te asusta la idea de lo que puede suceder,
Decirte quisiera algo que te haga sentir bien,
pero es que hay algo más que a simple vista no se ve
Será que hay algo más, que a simple vista no se ve.
Pero siento que hay en mí algo que está cambiando no se ve…

Comentários (6) »

Amigos

Aniversário

Não há nada melhor do que amigos ao seu redor, com muito riso e alegria. Muita saudade matada nos abraços e muitas por vir, na despedida. Perceber a importância que as pessoas tem em nossas vidas em momentos como esse é incrível. Começamos a nos dar conta de quem cativamos e de quem deixamos para trás, no meio do caminho, ou então, não deixamos, apenas finalizamos esse trajeto ao lado dessa pessoa. Não que isso seja sempre legal, mas pode ser necessário.
Se eu pudesse gritar para todas essas pessoas o quanto as amo, o quanto elas são fundamentais para a minha pessoa e o quanto eu quero estar ao lado delas, eu passaria horas e horas falando sobre isso.
É tão bom estar rodeada de amigos queridos.

Comentários (2) »

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.