Arquivo para do que (seria) nosso

Comofaz?

Minha mãe costuma dizer que nós, pessoas mais novas, costumamos viver tudo achando que é aquilo e pronto. Quando não deu, significa que nunca mais vai dar; quando se sente dor, acredita-se então que é a maior dor já sentida; quando se sofre, ninguém sofre como nós e assim por diante. Talvez seja por tanto sentir, por se jogar tanto de corpo e alma que acabamos vivendo mais intensamente que os mais velhos… e acabamos por nos dilacerar mais também. Isso é inegável.
Essa intensidade é tanta que tudo pode beirar à injustiça. No meu mundo, dentro da minha cabeça, quem estuda mais deveria passar no vestibular. Mas não. O curso do fulano não é tão concorrido e, por isso, ele não precisa estudar tanto quanto o siclano precisa. O siclano se mata, fica sem vida, mas quem passa é o fulano. Ah, a maldita sorte que o siclano não teve naquela questão em que chutou A e era B ou, pior, chutou A, era A mas depois, na hora de passar pro gabarito colocou B.
É injusto. Ainda preciso viver muito pra tirar da minha cabeça que isso não é injusto.
O siclano é tão fodido que, além de chutar errado, ainda escolhe um dos cursos mais concorridos. Por que não foi escolher geografia? (Sem menosprezo aos geógrafos, de fato).
Mas o pior: a siclana tem um namorado que prestou duas, em uma entrou e na outra não. O problema: o namorado passou na que fica a, aproximadamente, quinhentos quilometros de distância. Comofaz?

Chorei a tarde inteira.

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Saindo da mesmisse

Deixar de vir aqui durante todo esse tempo para liberar todas as minhas lamúrias, meus sorrisos e minhas lágrimas acaba acumulando tudo, misturando o que não deve ser misturado. Assim, vai sair tudo embolado…
É como se eu buscasse o que escrever a cada momento do meu dia, sempre começando assim: “Estou cansada!”. Por causa disso, tenho a sensação de que todos vocês já sabem disso, como se eu ficasse repetindo a todo momento essa expressão, mas, sabe, é como se somente isso fosse suficiente para descrever esse desgaste todo. É o estar desgostosa com várias coisas, o enxergar sempre a mesma coisa, é o brigar pelos mesmos motivos ou, pior, pela mesma pessoa. Chegou ao tanto que agora nem briga sai. Agora é só o comentar, a forma de olhar e o silêncio. E ah, o pensamento “Outra vez?!” acompanhado de uma boca que busca a expressão entre o desgosto e a decepção.
O exagero é da minha parte, é bem verdade, mas ainda assim é algo inadmissível. Se antes isso resultava em briga, agora resulta em um balançar de cabeça negativo, que se acumula… Não sei até quando mais. De verdade, não sei. Não nasci pra isso, não sou assim, nunca tive que passar por isso e, sinceramente, estou indo além da minha cota.
Do que adiantam os momentos bons se eles sempre são superados, TODOS OS DIAS, por alguma coisa?

Agora eu vou pra Florianópolis, recuperar a minha energia, deliberar o estresse e tentar novamente, recarregar a paciência, o espírito do “vamos lá, vale a pena”, antes que isso se esgote de vez.

Trago as fotos semana que vem. Embarco hoje, e seja o que Deus quiser. Muito sol, muito mar, muita praia, muita alegria.

Time is never time at all
You can never ever leave without leaving a piece of youth
And our lives are forever changed
We will never be the same
The more you change the less you feel

We’ll crucify the insincere tonight
We’ll make things right, we’ll feel it all tonight
We’ll find a way to offer up the night tonight
The indescribable moments of your life tonight
The impossible is possible tonight
Believe in me as I believe in you…
Tonight

The Smashing Pumpkins – Tonight Tonight

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Eu gosto mais da sua boca

Não entendo como, em alguns momentos, lutamos contra o que sentimos. O desejo era mútuo, os olhares que buscavam descrever uma dor inexplicável se encontravam a todo momento… Mas nada que pudesse desenvolver aquele possível reatar vinha a tona em nenhuma das bocas. As lágrimas foram e vieram, dando lugar até mesmo ao ódio, resultado do questionamento a respeito do motivo de tudo aquilo.
Não houve resposta concreta. Não há motivo de obtê-la.
A reconciliação veio com a promessa de começar de novo. Tentar de novo, apaixonar-se de novo, amar de novo, tudo novo… Menos a amizade. A amizade não começará de novo porque os fatos e as palavras só conseguiram acrescentar aquilo que faltava. As possíveis falhas foram rebocadas e acho que, de mãos dadas, nem um tornado pode derrubar tudo isso que foi construído e reparado.

Teu sorriso é o meu sorriso. Teu amor é o meu amor. Não posso mais te tirar daqui, de onde você nunca deveria, um dia, ter pensado em sair. Sei que, lá pra frente, bem sucedidos e caquéticos, vou poder dizer que nosso amor deu certo. Hoje digo, sem pestanejar, sem ter um puto no bolso, no momento que deveria ser de maior pressão e tensão na minha, que sou o homem mais feliz do mundo depois do período de Lua de Mel que passamos. Que a nossa Lua nunca vá embora do céu.

Eu gosto mais da sua boca. Amo você – com direito a recitação de Drummond:

Passagem da Noite
Carlos Drummond de Andrade

É noite. Sinto que é noite
não porque a sombra descesse
(bem me importa a face negra)
mas porque dentro de mim,
no fundo de mim, o grito
se calou, fez-se desânimo.
Sinto que nós somos noite,
que palpitamos no escuro
e em noite nos dissolvemos.
Sinto que é noite no vento,
noite nas águas, na pedra.
E que adianta uma lâmpada?
E que adianta uma voz?
É noite no meu amigo.
É noite no submarino.
É noite na roça grande.
É noite, não é morte, é noite
de sono espesso e sem praia.
Não é dor, nem paz, é noite,
é perfeitamente a noite.

Mas salve, olhar de alegria!
E salve, dia que surge!
Os corpos saltam do sono,
o mundo se recompõe.
Que gozo na bicicleta!
Existir: seja como for.
A fraterna entrega do pão.
Amar: mesmo nas canções.
De novo andar: as distâncias,
as cores, posse das ruas.
Tudo que à noite perdemos
se nos confia outra vez.
Obrigado, coisas fiéis!
Saber que ainda há florestas,
sinos, palavras; que a terra
prossegue seu giro, e o tempo
não murchou; não nos diluímos!
Chupar o gosto do dia!
Clara manhã, obrigado,
o essencial é viver!

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O let it go que vai mas fica (?)

Foi a semana mais longa em toda a minha história. Não apenas pelo fato de que as aulas engoliram o meu sábado e nem pelo fato de que, em breve, estarei sendo sugada pela álgebra dos polinômios, mas também pelas situações.
Segunda-feira foi o pior dia que o universo poderia trazer pra mim. Olhando para trás, acho até que lidei muito bem. O primeiro dia de aula, ao contrário de posts no twitter, não foi até que bom. Foi bem ruim… e já passou.
Terça-feira foi ficando cada vez mais chocante na medida em que tudo do dia anterior era confirmado. Só que aí já foi bem mais complicado lidar com a situação. Afoguei-me nas lágrimas que o sono da tarde lutou contra e adormeci.
Quarta-feira não foi diferente. Entreguei-me ao choro na frente de todos porque foi inevitável. Arranquei até atenção especial de professores.
Resolvi ligar o “let it go” e quinta-feira foi melhor. Diferentemente do antigo “whatever”, passei a tentar mudar a situação… E acho que consegui.
Depois de tantas lágrimas e do “não estou acreditando nisso”, ficou melhor.
Definitivamente entendi que a filosofia do “whatever” não foi feita pra mim, uma capricorniana que se importa com tudo – e não esquece de nada. O jeito mesmo é ir, deixar passar mas sem deixar pra lá.

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Eu gosto da tua boca

euejucortadablog

eu vou te dizer tudo o que você queria que eu dissesse, mas não dessa maneira normal como fariam os 6,8 bilhões de habitantes do planeta. não, porque eu não sou nem um pouco igual a eles, porque eles não são nem um pouco de mim. mas também por uma fraqueza anormal e dilacerante que é mais um medo de não ser correspondida ou entendida ou ser ridícula como fui 99,9% das vezes. eu vou te dizer como você mexe comigo sem saber – ou sabe, o que se torna ainda um medo maior porque saber é manipular. você sabe ou não sabe como você me faz tremer de medo e te procurar por todo lado, porque é sim um medo estranho e diferente que alivia outro – o medo de te ter vindo cada vez mais perto do coração, o medo de que você se torne cada vez mais uma necessidade, um sem limite aqui dentro e que vá tomando conta arrastando destruindo levando o que resta. e que quando você me abraça eu sinto que poderia parar o mundo ali porque ele cura tudo. é um abraço que encaixa certinho, meu queixo sobre seu ombro, meus braços que te agarram, os teus que me abraçam nas curvas e meu peito que encosta no seu e se acalma. baby e quando você me elogia você sabe que eu fico feliz mas não sabe que na maioria das vezes eu penso o quanto isso é recíproco, o quanto todos os elogios cabem em você também. e me odeio porque minha boca só se abre pra sorrir mas não serve pra te dizer o quanto são importante todos os momentos, embora sejam poucos, que já estivemos juntos. e que você não é nenhum galã de cinema, se acha mais inteligente que todo mundo, é chato, me obriga a fazer coisas que eu não quero e reclama de tudo, mas que mesmo assim eu gosto do jeito que você sorri e fecha os olhos quando eu coloco as mãos nos seus cabelos, e até a forma como você tenta ser cavalheiro e me paga um churros ou suco de fruta de verdade. o negócio se complica aqui porque normalmente eu não aturaria defeitos, normalmente eu começo a gostar e depois de um tempo eu vejo os defeitos e começo a odiar. em você eu vi os defeitos e depois as coisas boas e depois ficou tudo tão harmonioso e fácil de conviver que começou a dar medo.

eu odeio muito a forma como você parece ser indiferente às coisas que acontecem comigo ao mesmo tempo que diz que se importa com tudo. mas quer saber eu também nem me importo porque começo a nem pensar mais no que pode acontecer comigo e sim no que pode estar havendo com você. porque eu sei que existem pessoas meio que atrapalhando e que você também pode estar sentindo um pouco de medo. mas porque diabos eu me preocupo com isso, já que eu falei pra gente ir levando de uma maneira leve? é isso que é inexplicável, baby, que ocorre sem que eu pense antes ou me auto censure para não falar ou agir. é como o ciúmes que ocorre sem que a gente queira, e que vem ocorrendo com freqüência, sabe. é que parece que com você o negócio já tomou proporções tão grandes – e boas – que não tem como te sentir sem levar certas coisas a sério.

mas vamos supor que isso nem seja importante, que apenas eu esteja levando a sério sem querer, que apenas eu perca um pedaço da minha vida pra escrever sobre algo que nem bem começou. vamos supor que eu seja meio louca ou burra ou apaixonada. com todas essas coisas eu não consigo, ainda, dizer nem metade. é que uma parte de mim se segura pra não ser tão escancarada e se guarda. é que uma parte de mim tem medo – olha, outro! – de estar errada. vai que você nem é tudo isso, né. você quer saber a primeira impressão que eu tive de ti? eu lembro da gente e mais um pessoal conversando e você dizendo que o carnaval seria muito legal, que você ia pra uma cidade pequena e que uma guria te esperava lá. eu pensei “mais um no meio dos 6,8 bilhões”. mas daí você veio como quem não queria nada, voltou do carnaval me olhando diferente – eu sei que no início você me achava uma chata, uma metida à culta mas eu nem sou. eu sou bem burra. enfim, você veio diferente, a gente começou a se olhar diferente, a falar diferente. daí nós saímos e conversamos e você nem era mais um no meio dos bilhões. você era mais um no meio dos raros que eu presto atenção.
mas vai que eu tô errada de novo, né? já errei tantas vezes.

eu gosto da tua boca.

Andressa Rodrigues

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Os homens e a canalice iminente deles

Seria engraçado se não fosse desrespeitoso. Ao menos, é assim que eu encaro. Se são todos os homens, não sei, mas também não duvido, o problema é que uns apelam mais. Não suporto essa coisa de agir diferente nas costas. Pior ainda é quando fala: ‘jamais falaria isso na frente dela’. Já pararam pra pensar que eles acham que a gente não faz nada? A verdade é que, na maioria das vezes, creio que a gente não faça, mas fica no gostinho de fazer só porque eles fazem. E ameaçar: ‘é, se a situação fosse ao contrário você não ia gostar’ funciona por um momento, mas ele vai continuar fazendo coisas nas suas costas. E, que fique bem claro, isso tudo não é traição, é ficar mexendo com as outras, fazendo gracinha… Acho que isso é tão pior quanto traição. E isso faz a gente ficar não só com o pé atrás, mas com o corpo todo.
O mais cansativo da história é ter que ficar provando que a pessoa é assim. Não tem o que provar. Todas as pessoas que conhecem falam: ‘é cachorro’.
O engraçado é que talvez eles achem que a gente não saiba das coisas… Mas eu sei. E até que bastante. O problema é que, com certeza, não sei tudo.

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Como faz?

Minha mãe disse que a gente ainda fica sem graça um na frente do outro. E aí?

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Oi?

juno

“ Good mood, bad mood, ugly, pretty, handsome, what have you, the right person will still think the sun shines out your ass.”

Juno

Filme que não necessita de comentários.

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Palabras para Mah Vi

A vida baseia-se em relacionamentos. Amigo, namorado, conhecido, irmão, camarada. Depois de um, quando se trata de amor, ou seja, após o término, as marcas e lembranças que a pessoa deixa são inquestionáveis, sejam essas boas ou ruins.
Eu lembro de você todos os dias, seja por lembrar por causa de uma música, de uma situação, de uma imagem, ou simplesmente por lembrar, porque é impossível não me recordar de você até hoje, mesmo porque eu te amo e este é um fato inegável, até mesmo pra você. E foi por esse “não abandono” que me rendi à uma realização desejada há tempos… O de conversar com você, o de me sentir presente na sua vida até hoje, como você o é na minha.
A alegria e a paz de saber que rancor nenhum é guardado e que a compreensão do que fiz está em sua consciência me dá aquilo que tanto busquei nesse tempo. A inquietação de quando não sabia o que queria, com certeza, se dava por medo de te perder e apesar de já não ser aquele que passa ao meu lado diariamente, sei que é aquele que sempre vou carregar em meu coração. O medo era resultado de saber que te levo sempre comigo, mas com a possibilidade de estar sendo rejeitada por você e quando essa possibilidade foi excluída através de uma conversa longa e maravilhosa no seu aniversário, me senti leve e ciente de que o que fiz se faz necessário até hoje, se não, principalmente hoje.
Por essas e por outras que amor é eterno sim, sempre, pra sempre, sem fim.

Ouvindo: La Oreja de Van Gogh – Palabras Para Paula

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And she will be loved

romance

Não quero romance, mas acho bonito.

Maroon 5 – She Will Be Loved: “and she wiiiiiiill…”

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